segunda-feira, 26 de março de 2012

JESUS, O CORDEIRO PROFETIZADO


“Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gên. 22:7)

“E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.” (Gên. 22:8)

“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo. 1:29)

“Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família.” (Ex.12.13)

“O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras.” (Êx. 12:5)

“Chamou, pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa.” (Êx. 12:21)

1. JESUS, O CORDEIRO MORTO
“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.” (Is. 53:7)

2. JESUS, O CORDEIRO NA NOSSA VIDA
“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” (Jo. 6:54)

3. JESUS, O CORDEIRO RESSUSCITADO
“E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.” (Ap. 5:6)

4. JESUS, O CORDEIRO LOUVADO E ADORADO
“E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Ap. 5:8)

“Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.” (Ap. 5:12)

“E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.” (Ap. 5:13)

5. MULTIDÕES SALVAS PELO CORDEIRO
“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;” (Ap. 7:9)

“E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.” (Ap. 7:10)

“E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” (Ap. 7:14)

“E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.” (Ap. 12:11)

6. O CORDEIRO VENCEDOR
“Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis.” (Ap. 17:14)

7. AS BODAS DO CORDEIRO
“Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.” (Ap. 19:7)

“E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.” (Ap. 19:9)

"E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão." (Ap. 22:3)
Esta é a páscoa bíblica, esta é a nossa páscoa. Cordeiro, não coelho, ervas amargas, não chocolate, morte do cordeiro. Sem morte do cordeiro não haveria ressurreição. Jesus, o cordeiro, morreu, ressuscitou, foi assunto ao céu e voltará! Baruch Haba B`shem Adonai!

São Cristóvão-Salvador-Ba, Abril/2012

Pr. Carlos Tolentino





terça-feira, 17 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

EQUIPE COORESPONSÁVEL, EQUIPE VENCEDORA

 

          “E acontecia que quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; mas, quando ele abaixava a sua mão,  Amaleque prevalecia. Porém as mãos de Moisés eram pesadas; por isso tomaram uma pedra e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela;  e  Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado, e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. E, assim, Josué desfez  a Amaleque e a seu povo a fio de espada...E Moisés edificou um altar e chamou o seu nome: O SENHOR é minha bandeira”.  (Êxodo 17:11-16).
           Esta batalha do povo de Israel contra os Amalequitas foi travada há mais de 3.400 anos, em Refidim, um vale rochoso na península do Sinai. Há entretanto um alerta no versículo dezesseis que “haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração”.  
           Diante de tal certeza, resta-nos observarmos a estratégia do trabalho de equipe, dada por Deus para líderes e liderados vencermos todos os desafios. Vejamos Deus em primeiro lugar como “Jeová Nissi”, o Senhor é a nossa bandeira e mais Moisés, com as mãos levantadas, Josué na frente da batalha, e Arão e Hum sustentando as mãos de Moisés. Esta é realmente uma equipe cooresponsável, equipe vencedora.  
          Deus, apesar da sua soberania, sempre trabalhou em equipe. “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança...”, “Desçamos e confundamos”. Elhoim é o seu nome, pluralizado. E outras expressões e atitudes que mostram a unidade e a cumplicidade de ação do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Observamos também a participação dos Anjos, Arcanjos, Querubins, Serafins.
          Deus fez os animais, aves dos céus, e ordenou ao homem que lhes desse nomes. Que exemplo!
          O homem foi instituído como participante desta maravilhosa equipe. Como diz o Apóstolo Paulo, “somos cooperadores de Deus”. Que privilégio!
          A união e concordância de uma família, a família de Noé, construíram uma arca de grandes dimensões em circunstâncias adversas.
         Todas as equipes que são cúmplices nos momentos difíceis, tornam-se fortes para vencer os obstáculos e compartilhar as vitórias.
         Foi à unidade dos seguidores de Josué que fez acontecer o impossível, a queda dos muros de Jericó.
         Na construção dos muros de Jerusalém o ombreamento com Neemias e Esdras foi o ponto alto, depois e um apelo veemente: “Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos no muro mui separados, longe uns dos outros”.  Todos participaram, todos comemoraram e os inimigos foram vencidos. Na construção do templo em Jerusalém, e em outros momentos não foi diferente.


          No início da divulgação das Boas Novas, o princípio da participação continua. Jesus, ao falar da sua missão, não descarta a participação indispensável do Espírito Santo, quando disse: “O Espírito do Senhor Jeová é sobre mim, porque me ungiu...”.
          No anúncio do nascimento de Jesus, vemos também os anjos em ação, no grande e vitorioso projeto da Redenção. No batismo, aparecem os três, Jesus, o Pai e o Espírito Santo. Na tentação de Jesus, os anjos servindo-o. O homem não fica fora do programa, quando Jesus disse, “dessas coisas sois vós testemunhas...”
          Jesus forma uma equipe de 12 que, mesmo com a baixa de um (Judas), e manifestações de individualismo de outros (João e Tiago), incredulidade de outro(Tomé), a precipitação de outro(Pedro), no fim, eles conseguiram se entender e estarem juntos em Jerusalém no dia de pentecostes, cada um com pelo menos 10 discípulos, já que tinham uns 120. A partir dessa equipe, o evangelho se expandiu. O segredo de tudo foi o que está revelado em Atos, “e perseveravam, na doutrina dos Apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações...” , “...e acrescentava o Senhor aqueles que se haviam de salvar.”
          Somos todos necessários na missão para a qual fomos chamados.  Cada um cumprindo a sua parte, o todo será forte. Cada um cumprindo a sua missão, haverá continuidade. 
          A Igreja como corpo nos traz a ilustração precisa da interdependência de todas as partes. Se uma unha estiver bem, cumprindo o seu papel de unha, todo corpo será beneficiado. Isto vale para os demais membros do corpo. A Igreja como Edifício nos mostra que todas as partes não necessárias, alicerces, paredes, telhados, pintura, portas, janelas, cada uma compondo o todo.
          Esta interdependência, cooperação, cumplicidade, cooresponsabilidade em todas as ações são princípios divinos para todos os projetos. Nenhum projeto vencedor e permanente se baseia no personalismo e sim na participação de todos e a sua continuidade. Quando todos cumprem a sua função e missão, ninguém se “estressa” e a obra é feita. Foi assim com Moisés, obedecendo o conselho de Jetro seu sogro. (Ex. 18.12-27). Que assim seja conosco!
          Cada um cumprindo a sua parte em harmonia com as outras partes do corpo, o todo existirá, funcionará, a vitória chegará e prosseguirá. Será como uma grande orquestra com os sons harmonizados.
          Na união, unidade e cooresponsabilidade prosseguirão como parte da igreja de Cristo, vencendo Amaleque de geração em geração. Assim será conosco!
“...A fim de que todos sejam um...., para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jesus)
“Sozinhos vamos mais rápido, JUNTOS muito mais longe”.

Shalom!
São Cristóvão- Salvador-Ba., 06/01/2012
  Pr. Carlos  Tolentino

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

CLAMOR DE ANO NOVO


RENOVA, SENHOR!


“Renova os nossos dias como dantes”. (Lm.5.21)
Renovemos os pensamentos, o ânimo e a alegria. Renovemos o “vinho e os odres”. Renovemos os relacionamentos, as alianças com Deus, com esposa, com os filhos, com os pais, irmãos, líderes, liderados, igreja, amigos. Nossa renovação é o estágio para vivermos as novas coisas que o Senhor tem feito. Nova morada para os salvos, novo nome, novas forças, novas línguas, novo tudo. O Senhor é o Deus de coisas novas e “os que esperam nele renovarão as suas forças”. Para ele nada envelhece. Quem não se renova perde a validade, fica superado, defasado, ultrapassado.
Renovemos a nossa condição de atalaias restaurando os princípios divinos, vivendo os valores bíblicos.


 Renovando nossa comunhão com Deus por Jesus Cristo e com os nossos irmãos;


 Renovando nosso propósito de santidade ao Senhor;


 Renovando nossos propósitos de adoração e louvor ao Senhor;


 Renovando o nosso amor a Deus e às pessoas;


 Renovando nosso propósito de estudo e prática da palavra de Deus;


 Renovando a operação do Espírito Santo, para manifestarmos à gloria de Deus às nações fazendo missões aqui, ali e além;


 Renovando o bom relacionamento com a família e familiares, ainda que implique em pedir perdão e liberar perdão;


 Renovando o nosso exemplo de verdadeiros cristãos;


 Renovando nosso cântico ao Senhor;


 Renovando nossos propósitos de oração e intercessão por todos;


 Renovando a nossa vigilância em relação às tentações;


 Renovando nosso propósito de evitar tudo que não edifica;


 Renovando nosso propósito de usar o tempo sabiamente;


 Renovando nosso propósito de melhor servir ao Senhor;


 Renovando nosso propósito de sermos fiéis ao Senhor em tudo, todo tempo.


Renove, renove, renove e identifique-se com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. No Senhor, o seu prazo de validade é a eternidade já com o novo nome. Os anos serão incontáveis.
Renova os nossos dias como dantes, Senhor!


“Porque dele, e por ele e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.


Nele, Jesus, nome sobre todo nome.


FELIZ COM JESUS,
FELIZ ANO NOVO!
Pr. Carlos Tolentino e família.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

CLAMOR DE FIM DE ANO

RENOVA, SENHOR!

“Renova os nossos dias como dantes”. (Lm.5.21)
Neste fim de ano e início de um novo ano, o clamor do profeta Jeremias, depois de várias lamentações, pode ser o clamor de cada um de nós que decidimos o modelo de igreja do Senhor.

“Renova os nossos dias como dantes”, é o que pedimos ao Senhor para o próximo ano, décadas e jubileus, se aqui ainda estivermos.

É o novo, sem perder de vista os melhores momentos de comunhão com Deus e com os irmãos no ano que se finda. Momentos vividos que serviram de ponte para o que vivemos hoje. Todos nós podemos usar o nosso “dantes” em experiências que respaldam o presente e o futuro e nos animam a “sonhar” com dias de renovos.

Esperamos que este clamor da alma ecoasse nos ouvidos do Pai e retorne como resposta, levando-nos à renovação que tanto precisamos.

Pois bem, o sentido da vida está na sua renovação permanente. O que envelhece está prestes a se acabar. “Envias o teu Espírito e renovas a face da terra.” Para quem tem o Espírito Santo, o passar dos anos não significa envelhecimento. Significa sim, renovação do espírito, pelo Espírito Santo, renovação da alma, dos sentimentos, das emoções, das vontades. Promete o Senhor: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um Espírito novo...” (Ez.36.26). Renovação da mente, como lembra o Apóstolo Paulo. (Rm.12.2). Disso depende o sentido de ser, fazer e ensinar como Jesus. Nosso Deus é o Deus de coisas novas. “Eis que faço novas todas as coisas”. Com Jesus é tudo novo. “Foi subindo como renovo perante ele, como raiz de uma terra seca”. O novo de Jesus assustou muita gente, ao ponto de ser rejeitado. Novo testamento, novo mandamento, novo conserto, nova dispensação, novo tempo, nova aliança, nova criatura. “Tudo se fez novo”. “Novas de grande alegria.” Nova hora, novo dia, novo mês, novo ano, nova década, centenário, novo milênio, novo tudo.
Renovemos o amor, os métodos, os hábitos e atitudes:

 Buscando o que Deus é, e não só o que Deus faz;

 Buscando a Deus, mais do que as coisas de Deus;

 Buscando a presença de Deus, e não só as bênçãos de Deus;

 Buscando o multiplicador de pães, e não apenas os pães do multiplicador;

 Buscando a glória para Deus, e não para nós;

 Buscando servir por amor e gratidão, não apenas por um lugar no céu ou para fugir do inferno;

 Buscando o caminho de Deus, e não o caminho do homem;

 Buscando primeiro o reino, muito mais do que as coisas do reino.

 Chamando a atenção para o Senhor, como nome sobre todo nome;

JESUS NASCEU PARA NOS TRAZER NOVAS DE ALEGRIA NOS 365 DIAS DO ANO.

VIVAMOS O SEU EXEMPLO.

FELIZ FINAL E INÍCIO DE ANO COM JESUS, POR JESUS!

Pr. Carlos Tolentino e família

(A mensagem continua em janeiro: Clamor de ano novo)





sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CARÁTER DO LÍDER - SER, FAZER E ENSINAR COMO JESUS



A crise de identidade bate sempre as portas do homem por ser pensante, por ter o atributo do livre arbítrio outorgado pelo seu Criador. Donde vim, quem sou e para onde vou ainda faz parte do questionamento de muitos. Já passamos desta fase de questionamento. Sabemos de onde viemos e para onde vamos. Viemos “dele, por ele e para ele...” (Rm.11.36) “...pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos...”; (At.17.28). Porém outros questionamentos fazem parte da nossa vida. Muitas vezes precisamos estar nos lembrando de quem somos e até para onde vamos. A crise aumenta quando somamos aos questionamentos o que somos, o que fazemos, e o que ensinamos. Quando vemos a nossa instituição em crise de identidade ficamos ainda mais preocupados. Sabemos que herdamos uma filosofia Greco-romana, inversa à filosofia de Jesus, de seus ensinos e temos dificuldade de nos libertar dela. Pelo que vemos, a igreja perdeu sua identidade, distanciando-se das suas raízes. De Jerusalém para Roma. Dos ensinos da igreja do primeiro século, para as invencionices da Igreja Católica Romana. Até a liturgia do culto está em crise. Tal situação deu lugar ao sincretismo religioso tão presente na igreja católica romana com repercussões fortes na igreja evangélica. Daí a necessidade de termos um referencial, do qual partem outros referenciais. Nosso referencial não é um templo, não é uma denominação, não é uma filosofia herdada de filósofos gregos. Nosso referencial é Jesus, que nos faz conhecer nossa origem que é Deus, o nosso Pai, pelo seu Espírito. Seus exemplos e ensinamentos são a nossa base. Seu estilo de vida e liderança é o que deve nos interessar.

Não somos os primeiros e nem os últimos a vivermos uma crise de identidade. Quando Deus chamou a Moisés para libertar o seu povo do Egito, Moisés lhe perguntou: “Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” (Êx. 3:11). Jonas também viveu maus momentos até reconhecer quem ele era e cumprir sua missão: “E ele lhes disse: Eu sou hebreu, e temo ao SENHOR, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca”. (Jn. 1:9). Não foi diferente com Nicodemos e a mulher samaritana que tiveram de rever seus conceitos (Jo.3.3-9;4.20). Novas experiências com Deus nos levarão a uma crise de identidade, para estabelecermos a verdadeira identidade e realizarmos as obras de Deus. Isaias depois de penetrar na reunião de Deus entrou em crise para depois se prontificar a fazer o que Deus queria (Is.6.1.13). Deus é o Deus de identidade e dá identidade a todas as coisas. Deus se identificou a Moisés (Ex.3.6;14,15). Deus deu identidade a tudo que criou, macho e fêmea os criou, quando se referiu ao homem. Fez o luminar maior para iluminar o dia e luminares menores para a noite. A partir do conhecimento da nossa identidade, temos certeza da nossa missão. Jesus ensina o caminho em que devemos andar. Ele é o nosso referencial. Ele nos traz de volta aos princípios divinos para cumprirmos a nossa missão de estabelecermos seu Reino na terra enquanto aguardamos o Reino eterno.

Ser, fazer e ensinar como Jesus é portanto o caráter do discípulo de Jesus que cumprirá a missão para a qual Ele nos chamou e nos enviou.

Pr. Carlos Tolentino

“...SE ESTES SE CALAREM, AS PRÓPRIAS PEDRAS CLAMARÃO” (Jesus)

(Lc.19.38-40)

Para Jesus os discípulos estavam cumprindo uma missão ao aclamá-lo: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor!” “Paz no céu e glória nas alturas!”. Jesus não era de buscar aplausos, mas esperava que o Pai fosse glorificado e o seu nome reconhecido e anunciado como Salvador.

Se vocês não proclamarem o meu nome, as pedras clamarão, a natureza proclamará quem sou. João Batista já havia alertado da necessidade de produzi frutos, caso contrário, Deus podia suscitar filhos a Abraão das pedras. Assim o plano de Deus se cumpriria de qualquer maneira, pelo previsível ou imprevisível, pelo possível ou impossível. Se os discípulos não cumprissem o seu papel, outros cumpririam. Judas, que andou com Jesus não cumpriu seu papel, então o Senhor apareceu a Paulo que era inimigo e transformou-o em amigo e anunciador de Boas Novas, ao ponto de considerar-se devedor da mensagem de Cristo a todos.

No silêncio e distância dos discípulos e das mulheres por ocasião da morte e ressurreição o inusitado começou a acontecer, as pedras clamaram, o inanimado se manifestou, o inesperado aconteceu, o ladrão que estava à sua direita surpreendeu com um pedido a Jesus, a natureza protestou com trevas sobre a terra e terremoto, os anjos se movimentaram para remover a pedra do sepulcro, o véu do templo se rasgou e Jesus rompeu o silencio clamando: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito...”. Até o centurião deu glória a Deus e proclamou a justiça de Jesus e a multidão não ficou indiferente. Quem estava distante do Mestre, como José de Arimatéia, aproximou-se e pediu o corpo de Jesus para sepultá-lo.

Na ressurreição de Jesus episódios inesperados continuaram a acontecer, anjos removeram a pedra do sepulcro e falaram às mulheres que se tornaram pioneiras no anuncio da ressurreição de Jesus. (9) Tudo aconteceu de onde não se esperava.

Os planos de Deus se cumpriram e se cumprem. Quando faltou profeta, uma jumenta falou, quando faltou homem, uma criança derrubou o gigante, quando faltou peixe com os discípulos pescadores, surgiu um jovem com cinco pais e dois peixinhos para alimentar a multidão, quando as grandes igrejas se acomodaram dentro dos seus palácios e confortos, surgiram às igrejas pequenas interessadas em ganhar vidas para Jesus. Quando o pentecostalismo começou a envelhecer, começou um novo pentecostalismo, com seus pontos polêmicos, porém alcançando muitas vidas que não seriam alcançadas pelos tradicionais ou pelas chamadas igrejas históricas. Quando o louvor envelheceu, Deus inspirou servos e servas para levar à igreja a um cântico novo.

Produzir frutos e retê-los é a nossa missão. Se não fizermos, outros farão. Já sabemos o que fazer, façamos então. Não deixemos que as “pedras clamem”.

Só para lembrar, o plano de Deus é que o Cristo padecesse, ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos, em seu nome se pregasse o arrependimento e remissão dos pecados em todas as nações, começando por Jerusalém. O pai, o filho e o Espírito Santo cumpriram e cumprem a sua parte. Façamos a nossa parte. Cumpramos a nossa missão!

Se não fizermos o que tem de se feito, outros o farão, e não temos direito de ficar com ciúmes, nem ter inveja e nem reclamar. Se estes se calarem, as pedras clamarão. Proclamemos às nações “Bendito é o rei que vem em nome do Senhor”. Trabalhemos enquanto é tempo!

Pr. Carlos Tolentino

Boletim /novembro/2011



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

PORQUE CELEBRAR A FESTA DOS TABERNÁCULOS

(HAG SUCOT)

(At. 1.8; Zac. 14.16-19; Salmo 100)

Barukh Habá B’shem Adonai

(Bendito é aquele que vem em nome do Senhor)

1. É uma ordem do Senhor como estatuto perpétuo (Lev.23.34-43; Ex.26.26,27);

2. Tudo começou em Jerusalém (At.1.8), e terminará em Jerusalém, no milênio, todas as nações, principalmente a nação hospedeira, Israel (Zac.16.14-19);

3. Tabernáculos fala da presença de Deus entre os homens. Deus habitando com o seu povo: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo. 1:14) ;

4. Exercitar a comunhão entre todos: “Seus servos, o estrangeiro, o órfão e a viúva que estiverem dentro dos seus portões”. (Dt.16.14);

5. Que diante do Senhor todos somos iguais como pessoas, Judeu/Grego/servo/livre, apesar das condições e funções diferentes, ilustrado pelas quatro espécies de árvores: cidra (etrog); tamareira (lulav); mirto (hadassim); salgueiro (aravot) (Lv.23.40);

6. A mais provável data do nascimento de Jesus. Nasceu em tabernáculos (setembro/outubro), morreu na páscoa, como cordeiro pascal (março/abril), enviou o Espírito Santo na festa de pentecostes (primícias dos frutos), colhendo os primeiros frutos após a sua morte, inaugurando a Igreja (Is.53.11); Colheita de muitas vidas para o Reino de Deus.(3.000 vidas). Data móvel de acordo com o calendário lunar;

7. Tabernáculos, festa da colheita dos últimos frutos. Aponta para a colheita final dos frutos (salvos). Aponta para o arrebatamento dos salvos por (yeshua) Jesus;

8. Em tabernáculos Jesus anuncia a descida do Espírito Santo, no último dia da festa, quando disse: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba...”(Jo.7.37);

9. Gratidão pela colheita do trigo (Jesus, o pão da vida, a Palavra de Deus); o azeite, unção do Espírito Santo; e o vinho, a alegria da nossa purificação;

10. Jesus celebrou tabernáculos junto com seus discípulos (Jo.7.10,14,37-39;10.22);

11. Para restaurarmos as raízes da Igreja do primeiro século (primitiva) que comemorava como algo natural a festas bíblicas (At.2.1;19.8;21.27);

12. A cabana fala da nossa vida frágil e transitória, dependente de Adonai;

13. É uma preparação para o tabernáculo permanente com o Senhor: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens. Deus habitará com eles, e eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles, e será o seu Deus”. (Ap.21.3; II Co.5.1;Jo.14.17);

Barukh Habá B’shem Adonai

(Bendito é aquele que vem em nome do Senhor)
São Cristóvão/outubro/2011

Pr. Carlos Tolentino